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Não fui colocada no curso que queria. E agora. o que faço?

Redatora com Futuro
13 Janeiro 2023

Eu sou a Verónica e para além de partilhar contigo a minha história académica, também te vou apresentar algumas soluções. Pront@?

 

Atualmente, muitos jovens portugueses não são colocados nos cursos que escolhem, devido às médias. Apesar de o número de não colocados ter diminuído este ano, cerca 82% dos alunos conseguiu vaga numa das três primeiras opções, num total de 61 mil candidatos.

Antes de tomares qualquer decisão, deves focar-te naquilo que tu queres fazer. Aquilo que te faz feliz, não aquilo que faz feliz os outros. Podes achar isto um cliché, mas acredita que se o fizeres o teu percurso académico será muito melhor e proveitoso. Não é fácil… eu sei, mas verás que vai valer a pena.

 

No ensino secundário escolhi o curso de Ciências e Tecnologias, não só por ser abragente, mas sobretudo por todos os meus amigos terem seguido a mesma área. Fiz os exames nacionais de Biologia e de Fisico-Química e saí de ambos a pensar que aquilo não era para mim. Não por causa das notas, porque de facto tinha tido bons resultados nos dois, mas pela dificuldade em perceber as matérias. Atingia os meus objetivos ao nível das avaliações, embora me tivesse custado muito, ao ponto de ter ficado desgastada psicologicamente. No 12º ano decidi que queria ser jornalista ou seguir um ramo ligado à comunicação.

 

Talvez agora perguntes: Porque é que passaste do 8 para o 80? A verdade é que em toda a minha vida, junto de amigos e familares, fingia que era repórter. Andava de um lado para o outro a perguntar às pessoas o que é que elas estavam a fazer, o que é que elas sentiam… Olhei para essa minha característica e pensei “Porque não?” e atirei-me de cabeça. Fugi da zona de conforto ao contrário do que tinha feito no 10º ano. Preparei-me nesse ano para o exame de Português para ingressar na faculdade. Tinha consigo 17,5 valores no exame. A minha média dava no final 16,4 e as médias do curso de Ciências da Comunicação eram de 17,4. Apesar das condições, tinha esperança.

 

Quando recebi o resultado das colocações, vi que não tinha entrado em nenhuma faculdade pública na zona de Lisboa com o curso que queria seguir. Tinha sido colocada em Relações Internacionais no ISCSP em regime noturno. Senti uma grande frustração, pois tinha me dedicado a 100% para o exame. Disse aos meus pais que não me queria matricular no instituto, pois não era a área que realmente queria.

 

Numa situação como esta, aquilo que devemos fazer primeiro é pesquisar e foi exatamente o que fiz. Pesquisei todas as faculdade privadas que tivessem o curso de Ciências de Comunicação. Excluí as que estavam muito longe da minha residência e as que não tinham descontos nas propinas para médias acima de um determinado valor.

Acabei por ir para uma universidade no centro de Lisboa. No início não estava muito contente, porque tinha ido para um estabelecimento privado. O meu pensamento era: “Não estou na pública e não vou ter tanta saída no mercado de trabalho”. Ao mesmo tempo, pensava que o facto de estar numa universidade privada não era bem visto pela maior parte da sociedade. Parecendo que não, há sempre aquele pensamento de que quem não consegue entrar na pública é menos inteligente. O que não é de todo verdade!

Não resolve de nada limitar-nos por este tipo de estereótipos criados. Temos que tirar o melhor do estabelecimento de ensino onde estamos. Na minha área é muito importante não só a teoria, mas sobretudo pôr em prática essa mesma teoria. O treinar o modo como comunicamos, como nos expomos aos outros e como escrevemos é essencial. O pensamento negativo que tinha mudou drasticamente, quando me apercebi que a universidade tinha estúdios para podermos desnvolver projetos como podcasts, entrevistas, emissões de rádio e de televisão. Tentei tirar o melhor proveito daquilo que estava a meu dispor. Pus em prática aquilo que estava a aprender e isso deu-me outra visão do curso. Permitiu-me perceber se era mesmo o que queria ou não. A componente prática é muito importante, atualmente, nas empresas. Não é só preciso saber as mil e umas teorias. É preciso saber fazer e resolver problemas.

 

Isto tudo para te dizer: Se quiseres seguir um curso em específico deves perceber se o tipo de ensino daquela universidade vai ao encontro da forma como queres aprender. Contei-te a minha história para desconstruir alguns estereótipos e para te fazer ver que deves tirar proveito das oportunidades que o estabelecimento de ensino te dá. Na verdade, nem todos conseguimos ir para uma faculdade privada e portanto existem sempre outras opções (experimenta consultar o separador das bolsas disponível aqui no site. Existem imensas!)

 

Caso sejas colocad@ num outro curso, não desanimes logo na primeira semana. Tenta ter mente aberta. Dá oportunidade. Pode ser que venhas a gostar e a superar as expetativas. Para além disso, tens outra solução que é fazer melhoria de notas. Confesso que pode ser “chato” e nada motivante ter de repetir novamente um exame ou uma disciplina. A verdade é que muitos jovens acabam por fazer isto para entrarem na faculdade que querem. Há vantagens e desvantagens nisto.

 

Espero que de alguma forma te tenha ajudado e já sabes: não é o fim do mundo teres ficado num curso que não gostes. Há sempre soluções!


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