Mercado de Trabalho

Truques e dicas para teres um bom currículo

23 Setembro 2020

A entrada no mercado de trabalho é algo que gera muita confusão, ansiedade e até medo, sobretudo porque representa algo desconhecido e com muitos desafios.

As soluções para ultrapassar os principais desafios já falamos noutro artigo que podes ver para te ajudar. Neste artigo, vamos focar-nos na ferramenta base de qualquer candidatura e como melhorá-la: o currículo ou CV.

 

A verdade é que o currículo é todo um universo e é suposto que assim seja. Este documento, que pode parecer extremamente enfadonho de se tratar, no entanto, é o nosso bilhete para o veículo que nos vai levar a navegar os mares nunca dantes navegados.

Um currículo é uma simbiose de estética e conteúdo, ou seja, o teu objetivo vai ser chamar à atenção e dar a informação crucial de forma rápida e simples. Ninguém quer perder tempo!

Existem 9827942749822 versões na internet e pode ser complicado de escolher uma ou de adaptar a tua realidade, mas é normal que assim seja! Um currículo é o teu perfil e tu és únic@, portanto, faz sentido que o documento que te apresenta também o seja. No fundo, quanto mais personalizado e transparente for, melhor!

 

Pois, isto é tudo muito bonito, mas como é que se chega ao currículo “just right”? Aqui vão as nossas dicas:

  • O CV deve estar sempre atualizado. Não podemos assumir que chegamos a um CV ideal e que nunca mais vai ser mudado, até porque a nossa vida também não está parada e todos nós estamos em constante aperfeiçoamento!
    Se um currículo reflete quem nós somos e a nossa história, tem também de refletir esse constante aperfeiçoamento.
  • É fundamental definirmos bem os nossos objetivos. Isto implica pesquisar sobre a empresa antes de fazermos a nossa abordagem, ou seja, é muito importante percebermos com que tipo de empresa estamos a lidar (nomeadamente que tipo de cultura existe na empresa) - tradicional, start up, formal, multinacional, etc – e a partir daqui perceber qual é o tipo de estratégia a usar para fazer a nossa abordagem.
  • Quanto mais simples for a formatação, melhor. Conheces aquela frase clichê “less is more”? Aqui aplica-se. A organização e formatação do currículo é das primeiras coisas que salta logo à vista, mesmo sem lermos o conteúdo.
    Se o recrutador tiver alguma dificuldade na leitura do currículo, provavelmente não se vai esforçar muito para o fazer, nem vai dedicar ali muito tempo, pois tem mais uns quantos para ler.
    Assim, o currículo deve estar dividido por secções claras – dados pessoais, formação, experiência, etc.. Se colocarmos um bom espaçamento entre as secções podemos tornar o CV mais clean, legível e claro.
  • Inclui um resumo com ambições, expectativas e uma pequena apresentação (usa palavras-chave). Faz uma descrição de quem és e do que queres fazer, de forma clara.
    O currículo vai ser lido por alguém que provavelmente não te conhece, por isso é que as informações devem ser claras e fáceis de entender.
  • Inglês ou português? Depende do paísempresa e da posição! Se fores trabalhar para uma empresa que só atua no mercado nacional e sem previsão de fazer expansão para outros mercados, dificilmente te dará alguma vantagem enviar o currículo em inglês.
  • Pôr ou não por fotografia? Eis a questão! É opcional. Há quem diga que se deve colocar fotografia no currículo, pois pode ajudar no que toca à memória visual e primeira impressão (atenção ao tipo de fotografia!); mas também há quem diga que não se deve colocar fotografia no currículo, uma vez que não acrescenta nada e (infelizmente) pode ser motivo de discriminação.
  • Ninguém precisa de saber onde tu moras exatamente. Não é necessário colocar a nossa morada, se formos contratados, aí sim, teremos de fornecer essa informação. No CV, basta colocar a localidade ou distrito.
  • Informações como a ideologia política ou religião também devem ser evitados. São detalhes que não acrescentam nada e que podem ser alvo de discriminação.
  • Usa a menor quantidade de palavras possível – não é necessário escrever “nome” antes do nome, ou “e-mail” antes do mail – mais uma vez “less is more” e toda a gente percebe que é um e-mail ou o teu nome.
    O currículo não deve ultrapassar as duas páginas, um CV demasiado longo desmotiva logo o leitor. Com centenas de currículos para analisar, a malta dos Recursos Humanos não tem tempo a perder.
    Não é necessário realçar tudo o que fizemos, apenas o mais importante, esses pormenores devem ser mencionados na entrevista.
  • Adaptar o currículo e as nossas experiências à altura da vida onde estamos. Quando não tenho muita experiência profissional, devo colocar todas as experiências relevantes que posso ter; aos 40 anos e com mais experiência na área, não precisas de colocar no currículo, nem faz sentido, que trabalhaste numa loja de roupa quando estavas no secundário ou na universidade, por exemplo.  
  • Enviar o currículo sempre em formato PDF, sendo que o nome do documento deve ser o nosso nome e apelido.
  • Mais do que transparência, a sinceridade no currículo é crucial. Uma pequena mentira inocente ou exageros podem ter consequências negativas e deitar tudo a perder.
    É muito importante correspondermos o conteúdo do nosso currículo, à realidade. A pessoa que está a analisar os currículos, no momento da entrevista, está muito habituada a fazer aquilo e vai logo perceber se alguma coisa não bate certo. Por isso, cuidado com a gestão de expectativas.

Bem, depois desta injeção de 12 dicas, ainda estás viv@? Ainda bem, porque isto do mercado de trabalho tem mais coisas que se lhe diga… achavas que já tinha acabado a tua recolha de informação? Nem por isso!

Juntamente com o CV podem também pedir-te uma carta de motivação e preparamos um artigo para te ajudar com isso também!


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